Gabriella Paschoal e o cabelão!
Belezinha

Gabriella Paschoal e o cabelão!

por Vânia Goy

A Gabriella Paschoal, que faz parte da equipe da estilista Cris Barros, é dessas meninas de beleza muito marcante. Alta, dona de um vozeirão e de um rosto cheio de contraste – pupilas e sobrancelhas escuras, pele branquíssima e batom vermelho. Sempre ficava de olho em três coisinhas, até que pedi para ela me contar sobre elas: seu cabelão impressionante, as unhas impecáveis, sempre longas, e o comprimento dos seus cílios (gigantes!). Ela não tem a menor questão em revelar que, sim, gosta de se cuidar e investe energia para se sentir mais bonita e feliz.

Alongamento
“Eu tinha uma questão com o cabelo desde menina. Antes de fazer 18 anos, já tentava todo tipo de tratamento para deixar os fios mais encorpados: tomei pantogar, fui no Laces & Hair etc… Mas nada deixava meu cabelo como eu queria. E essa história é boa: uma vez, eu estava em Nova York, naquele salão Maria Bonita, que vivia cheio de modelos brasileiras, e vi a Izabel Goulart – muito antes de ser famosa, Angel e tal – e fiquei chocada com o cabelo dela, comprido, preso em um rabo de cavalo espesso, volumoso. Lembro que quando eu fazia um rabo ele ficava com dois dedos de diâmetro! Tinha pouquíssimo cabelo!

Pesquisando, decidi colocar um aplique. Isso faz oito anos e eu nunca tirei. Naturalmente, ele já foi mais longo e em maior quantidade. No início, eu queria tanto ter os fios volumosos que fui de um extremo ao outro. Hoje ele é mais discreto, mas não me vejo sem.

Morei anos em Londres e isso contribuiu para eu simplificar o alongamento. Era muito difícil encontrar um profissional que fizesse a manutenção na minha tira de cabelo, que é costurada – método comum entre as negras que curtem alongamento. Na Inglaterra, elas são adeptas do aplique colado, que eu não gosto. Por sorte, uma amiga indiana descobriu um profissional que costurava a tira usando os meus próprios fios e ele ia até a minha casa com alguma frequência.

Aqui no Brasil eu visito a Lindsey, do salão 1838. Ela costura a minha tira com linha a cada 45 dias. Esse é o prazo máximo para eu fazer ajustes. Do contrário, os fios vão crescendo embaraçados e deixando as extremidades pesadas. Acabo sentindo dor de cabeça. Nessa hora, sempre dou uma olhada no meu couro cabeludo. Nunca vi nenhuma falha ou identifiquei sintomas de queda.”

Quilômetros de cílios
“De tempos em tempos uso o neuLash, fórmula criada para ajudar os cílios crescerem. Faz uma diferença brutal, mas exige disciplina. Tem que passar todos os dias e esperar uns dois meses, no mínimo, para ver os resultados. As pessoas têm mania de achar que podem fumar, beber, dormir pouco e de maquiagem que o creme antiidade vai funcionar. Não é assim! Cosmético exige comprometimento. Eu sou super cuidadosa, nunca durmo com máscara, tiro delicadamente todos os dias. Aqui no Brasil compro o Talika como substituto. Ele não é tão intenso, mas ajuda bem no crescimento.”

Unhas 40’s
“Me sinto nua com a unha mal feita. As minhas não são muito fortes, mas eu cuido bem delas. Mantendo-as bem-feitas elas crescem sem problemas. Gosto de unhas bem compridas, com a ponta arredondada e pintadas de vermelho ou de um esmalte clarinho clássico. As minhas referências são sempre as personagens de filmes antigos. Sempre penso nelas quando gesticulo.”

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