Nathalie Billio: inspiração para jovens maquiadores e para você experimentar uma pele mais fresca e menos mate
Belezinha

Nathalie Billio: inspiração para jovens maquiadores e para você experimentar uma pele mais fresca e menos mate

por Vânia Goy

O sobrenome da Nathalie, maquiadora carioca de 25 anos, é Billio, mas podia ser Ralação, viu? Baseada no Rio de Janeiro, ela entrou pro time de maquiadores que cuida de Mariana Ximenes, Marina Ruy Barbosa, Camila Coutinho e tantas outras celebridades trabalhando muito e construindo uma audiência fiel no Instagram. Abaixo, ela conta um pouco da sua trajetória e fala dos seus produtos favoritos para fazer uma pele muito natural e luminosa — traço que está virando uma marca-registrada do seu trabalho.

Precoce
“Cresci em uma cidade do interior do Rio de Janeiro chamada Araruama. Fiquei lá até os 17 anos, quando já morava sozinha, mas desde criança queria me mudar. Comecei a maquiar com 14 anos, meio por acaso. Consegui uma bolsa num grupo de teatro da cidade porque queria ser atriz, mas entendi logo que não era boa nisso. Meses depois acabei assumindo a posição de maquiadora da escola, já que sempre acabava preparando o elenco. Na época, a minha melhor amiga assinava a revista Gloss e eu pirava nas maquiagens que o Theo Carias fazia! Vivia mandando mensagens para ele no Orkut, era uma fã chata!

Depois de terminar o colégio fui morar no Rio de Janeiro. Cheguei lá sozinha, não tinha nada e logo na primeira semana consegui um emprego como maquiadora num salão de beleza. Desde então eu acredito nessa adrenalina: quando a gente precisa mesmo, as coisas rolam e dão certo. Seis meses depois consegui uma bolsa do Prouni e uma vaga numa faculdade de artes visuais em São Paulo e resolvi me mudar!

Na época, uma das minhas grandes amigas da faculdade contou que o GNT tinha aberto inscrições para o programa Desafio da Beleza, apresentado pela Fernanda Tavares e pelo Fernando Torquatto. Ela insistia para que eu tentasse uma vaga e eu achava que não tinha background suficiente para participar. No último dia tentei a sorte e fui para a última fase de seleção. Bem maluca, pedi demissão do trabalho que tinha antes mesmo de saber que estava entre os participantes. Fiquei muito feliz quando descobri que o Theo era um dos jurados do programa e, depois da minha participação, comecei a fazer assistência para ele e outros maquiadores. Tive que desistir da faculdade por causa das inúmeras faltas e também de morar em São Paulo porque o custo de vida e o cachê de assistente de maquiador realmente não combinavam.

Hoje fico pensando que fui muito doida na minha volta pro Rio! Cheguei na cidade com R$ 100 e passei um ano morando em quartos compartilhados de hostels, topando todo trabalho que aparecia! Comecei maquiando em sets de cinema e as coisas foram acontecendo. Um contato foi me indicando para outro até que acabei maquiando a Mariana Ximenes para uma campanha, dois ou três anos depois de ter voltado para a cidade. Passamos a trabalhar com freqüência e ela também foi me indicando para as amigas. Assim a minha carreira tomando corpo.”

Redes sociais
“Um dia me dei conta, olhando o perfil no Instagram da Mari Giudicelli, designer de sapatos, que meu feed era muito entediante e nada inspirador. Eu colecionava ali as maquiagens que fazia, mas não era nada demais. Tive esse estalo: precisava mudar a forma como eu comunicava quem eu era e experimentar outros formatos. Alguns deram bem errado e foram pura perda de dinheiro. Outros deram certo, como os mini tutoriais em vídeo que comecei a fazer este ano. Passei a me expor mais e o meu trabalho ganhou mais visibilidade.

Parte dessa mudança aconteceu também com a ajuda da minha terapeuta. Fui fazer análise há dois anos porque era muito insegura, me achava inferior e me comparava com as mulheres que tiveram acesso a coisas que eu não tive. Tudo isso me botava pra baixo. Começar a olhar para mim mesma de outra forma, gostar e confiar no meu taco mudou tudo.”

Make natural
“Navegando por perfis diferentes no Instagram tive outro estalo sobre o meu trabalho. Seguindo maquiadores menos comerciais, especialmente franceses, saquei que eles tinham outra proposta de pele, muito mais natural e fresca. Entendi que eu estava distante daquele lugar, mas que gostava muito mais dessas novas imagens. Não foi algo natural, foi um exercício que me propus a fazer. Parei de seguir várias contas de maquiagem mais construída e exercitar, nas minhas amigas, técnicas diferentes de preparar a pele. Acho que ainda estou aprendendo, mas me sinto mais realizada desenvolvendo esse repertório e um estilo mais contemporâneo de maquiagem e que as pessoas gostam cada vez mais de ver e aprender.”

Os essenciais
. Base + corretivo: “gosto de preparar a pele com a base Teint Miracle, da Lancôme, ou a Backstage, da Dior. Também sou muito fã da Face and Body, da M.A.C, que é leve como água, para fotos. Uso o corretivo líquido da Nars e, sempre, pouca quantidade de tudo! Também gosto de borrifar a Eau de Beauté, da Caudalie, depois do make pronto, para dar um viço extra no rosto.”

. Iluminador: “misturo com frequência os tons perolados e rosados dessa paleta da Kryolan nas têmporas e sobre o blush. Sempre delicadamente e usando os dedos. Esse produto não seca, o que significa que fica mais fácil manter essa cara de pele viçosa, mas também requer retoques com o passar das horas. Sempre recomendo procurar iluminadores que sejam mais hidratantes e tenham menos partículas de brilho na composição para que o resultado fique natural.”

. Brilho molhado: “recentemente descobri o Castor Oil, da Make Up For Ever, e ele transformou a minha maquiagem! Uso como iluminador, nas têmporas e, nos olhos, para criar o efeito molhado de gloss sem a agonia da textura. Nunca gostei da viscosidade do gloss labial usado nas pálpebras e no rosto. O óleo é mais prático, confortável e vai sendo absorvido com o passar das horas, sem derreter.”

 

Agradecimento especial ao Dry Club, esse espaço lindo e cor-de-rosa de São Paulo!

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