Nathalie Edenburg: modelo-yogue
Belezinha

Nathalie Edenburg: modelo-yogue

por Vânia Goy

A modelo brasileira Nathalie Edenburg é, para mim, uma das mulheres mais bonitas que eu já vi. E fiquei mais encantada ainda depois que conversamos sobre beleza. “Sempre me cuidei”, disse ela. “E não sou magra de ruim, não! Tenho corpo de mulher, tenho quadril, tenho peito e me dou bem com o meu corpo.”

Claro, ela poderia se jogar todos os dias em pilhas de cheeseburger e banheiras de brigadeiro e, aposto, continuaria belíssima e com o colesterol baixo. Mas o fato é: ela adora ser saudável e sacou rápido como a alimentação e exercícios físicos influenciam o seu dia a dia. “Comer bem me ajuda a pensar com clareza, mantém a minha imunidade alta e rapidamente faz diferença na pele, cabelo e unhas.”

Vegetariana “desde que nasceu”, Nathalie nunca conseguiu comer carne. “Meus pais tentaram de tudo, até sopinhas, e eu não engolia. Desistiram quando eu tinha três anos de idade”, conta. “Quando comecei a fazer ioga, aos 18 anos, a rejeição ficou mais forte. E nunca tive nenhum problema de saúde por isso.”

Hoje, aos 21, é uma praticante assídua e apaixonada. “Procurava uma atividade quando fui parar em um grupo que estudava a filosofia hinduísta e entendi que aquilo era mais um treino mental do que somente físico.”

Em Nova York, conheceu os ensinamentos do brasileiro Sri Dharma Mittra, que viveu na Índia, mantém um centro de dharma yoga na cidade e leciona desde 1967. “Achei fantástico entrar em contato com tamanha paz no meio daquela cidade e cansei de sair das aulas chorando, de tão emocionada.”

Sua avidez por entender as práticas foi além e, de mochila nas costas, passou um mês viajando pelo Nepal. Na bagagem de volta, trouxe lições de como a vida pode ser mais simples. “Explorei tudo: fiz trekking na Cordilheira dos Himalaias, roteiros budistas, fiquei em retiros meditando e fazendo ioga até o fim do dia e a minha percepção do universo se transformou”, conta.

O desafio atual é conseguir ajustar tais ensinamentos à rotina atribulada. “Se conectar com você mesma no trânsito de São Paulo, por exemplo, é um belo exercício”, ela fala rindo. “Mas isso sempre me faz lembrar que o cenário pode mudar, mas o observador continua o mesmo.”

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