Clarisonic sai de linha (e indico dois bons gadgets de limpeza sônica!)
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Clarisonic sai de linha (e indico dois bons gadgets de limpeza sônica!)

por Vânia Goy

Eu curto um gadget de limpeza sônica. Fui iniciada no assunto há dez anos, quando comprei um Clarisonic. A escova facial de limpeza sônica foi lançada em 2004 e ficou famosa em 2007, com uma ajudinha da apresentadora Oprah. Segundo o Business of Fashion, em 2010, quando comecei a usar a minha, a marca atingiu 100 milhões de dólares em vendas a anuais e acabou comprada pela L’Oréal. Agora, a gigante francesa anunciou que vai descontinuar o produto, que viu a lista de concorrentes aumentar e a rentabilidade cair com o passar dos anos.

Muita gente me pergunta se vale a pena investir num aparelho do tipo porque, sim, todos são caros. A promessa é sempre que as pulsações otimizem a limpeza e ajudem a retirar impurezas, células mortas, resíduo de maquiagem e sebo. Por isso que as escovas com formas parecidas, mas que não vibram, em geral deixam muita gente frustrada com o resultado.

A minha experiência é que, de fato, esses aparelhos deixam a pele mais limpa e com a textura mais macia e uniforme. Tenho a pele oleosa, uso maquiagem regularmente e me ajuda demais no controle de cravos e poros. Vale pensar duas vezes se você tem a pele sensível ou reativa. Na dúvida, consultar um dermatologista pode te ajudar a economizar muitos dígitos. Especialmente porque uma limpeza assim pode influenciar, por exemplo, a escolha de ativos e texturas do sabonete facial.

Outra coisa a se pensar é o tanto que você curte essa coisa de rotina de skincare. Já vi muita gente novidadeira comprando porque é realmente muito atraente, muita gente que não tem paciência pra muitos passos achando que essas escovas iam operar milagres sozinhas (não vão, viu?) e deixando pra lá depois de alguns meses, por preguiça de usar. 

Nesses dez anos testei diversos tipos de escovas faciais similares ao Clarisonic — e algumas delas, como a da Clinique, também foram descontinuadas. Tenho aqui em casa a da Mary Kay, simples e eficiente, com duas cabeças: uma escova muito macia, para lavar o rosto, e outra massageadora (R$ 45,90), que é uma delícia de usar com um creminho, uso pra massagear até o pescoço e ombros. A Skinvigorate Sonic (R$ 239) tem duas velocidades: uso a mais intensa apenas na região central do rosto, onde sou mais oleosa. 

Um dos concorrentes do Clarisonic, e responsável por mudar bastante esse mercado, foi a Foreo, marca sueca que chegou por aqui em 2015 e virou objeto de desejo. Uso uma das versões desde então e gosto muito, especialmente porque as cerdas de silicone são mais delicadas e nunca precisam ser trocadas. E a minha bateria dura o ano todo, usando uma vez ao dia. O Luna 3, versão mais sofisticada (os modelos variam de R$ 549 a R$ 1.299), pulsa 8 mil vezes por minuto e é possível escolher entre 16 níveis de intensidade — com o passar dos anos os níveis de customização foram ficando impressionantes e dá pra controlar tudo do celular. E o verso também tem um massageador. 

Por último, e que vale para todas as versões: aprendi a deixar a tecnologia fazer seu trabalho. Faço movimentos circulares e não boto força. Aparelhos assim exigem moderação. É muito comum ter vontade de colocar mais pressão durante o uso ou estender o tempo pré-determinado pelo device (que desliga sozinho). Sugiro que você pegue leve e vá devagar. Outra coisa é entender o ritmo do seu rosto, que muda de acordo com a estação do ano, clima, estresse e hormônios. Tem gente que usa uma vez por semana, como uma esfoliação especial, tem quem goste de usar todos os dias. É fundamental se observar, entender a resposta da pele e, sempre bom, dividir o resultado com um especialista.

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