Pele luminosa para além do iluminador
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Pele luminosa para além do iluminador

por Vânia Goy

Pele luminosa pode ter muitos significados, né? Eu gosto mais daquela textura chamada “glass skin” ou “dewy skin”, famosa entre as coreanas. O acabamento parece úmido, molhado e tem bastante transparência. Tem mais cara de pele de verdade do que de maquiagem.

Usar um iluminador é fundamental para chegar no resultado, mas só ele não dá conta. No último fim de semana troquei mensagens com uma seguidora do Belezinha que me disse já ter testado de tudo e não conseguir chegar na luminosidade que tanto mostro e falo.

A primeira coisa que perguntei é se ela usa base mate. Fica super difícil revelar esse brilho com uma base que tenha textura seca. Muita gente associa a textura opaca à cobertura, mas vale lembrar que muitas bases de acabamento natural ou luminoso também têm alta cobertura.

Se você for procurar por deliciosos tutoriais no Youtube que mostram a construção dessa pele coreana verá que a maquiagem também tem pouca relação com a base. O acabamento luminoso aparece com camadas e mais camadas de essences e séruns. A pele muito hidratada brilha através da base levíssima. Tantas camadas de skincare podem combinar pouco com os nossos hábitos ou estilos de vida, já que as oleosas são maioria no Brasil e sofrem com o clima quente e úmido das nossas cidades. De toda forma, o que vem antes da base faz muita diferença, não importa se você escolheu passar quatro camadas de sérum ou um só hidratante!

A gente pensa pouco sobre a interação que o hidratante e filtro solar têm com a nossa base, mas se eles têm acabamento mate ou opaco podem mudar o resultado do make. Quais são as fórmulas que você usa antes da base? Pense que o combo de hidratante, FPS e base mate dificilmente vai relevar esse viço.

Optar por uma base luminosa tem lá suas questões: a primeira delas é durabilidade, especialmente se você tem a pele oleosa. De fato, as bases mais sequinhas ficam mais tempo estáticas no rosto. Quanto mais cremoso, maior a tendência de você ter que dar uma retocada no make depois de algumas horas. E retoque não é sinônimo de pó. Raramente uso. Carrego comigo aquelas folhas de papel que absorvem a oleosidade e uma base cushion, se preciso dar um jeito na cobertura.

Para Rafaella Crepaldi, maquiadora da NARS e expert em fazer essa pele viçosa, a preparação é fundamental. Acompanhe as respostas que ela me mandou sobre as suas técnicas favoritas:

. qual é a diferença de viço e oleosidade?
Uma pele viçosa tem frescor, cara de saudável e de uma pessoa descansada. Uma pele equilibrada que tem um “brilho” natural, sem excesso de oleosidade.

. qual é a sua receita para fazer uma pele luminosa no dia a dia?
Hidratar muito bem a pele com diferentes tipos de hidratantes. Minha maneira mais tradicional de preparar uma pele luminosa é começar com um bom óleo facial, fazendo uma massagem para oxigenar e drenar o rosto. Em seguida, uso um hidratante de textura leve e, caso necessário, ainda aplico um mais rico para a área dos olhos, para evitar marcar o corretivo. Com todo esse combo de hidratação, muitas vezes vou direto pro corretivo e até uso fórmulas mais opacas só onde preciso mesmo de cobertura, de resto, mantenho a pele nua e crua. Um blushzinho cremoso é a cereja do bolo para dar aquela aparência de pele saudável e “naturalmente” luminosa!

. pele luminosa combina com boa cobertura?
Acredito que sim! Podemos criar uma pele super luminosa mesmo parecendo natural usando uma base de alta cobertura. O que realmente não combina com pele luminosa é pó. Eu evitaria até blush e contorno em pó, experimente produtos cremosos!

. dura menos? quais são as suas lições para retocar?
Não necessariamente, depende da base escolhida. Opte por versões de longa duração. No caso de uma pele mais translúcida com menos cobertura, acredito que a fixação será menor mesmo, mas imagino que
a proposta, nesse caso, não deve ser focar na durabilidade, mas o acabamento natural!

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