Fidget toys  e a pergunta que não quer calar: você brinca?
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Fidget toys e a pergunta que não quer calar: você brinca?

por Vânia Goy

Tenho achado curiosa a quantidade de posts mostrando brinquedos para adultos. Você já deve ter cruzado, por exemplo, com os chamados de fidget toys nas redes sociais, placas coloridas com bolinhas, feitas de materiais macios que parecem uma delícia de apertar e servem de antídoto para aliviar a tensão. Conversando com uma amiga e mãe e uma criança de 3 anos, ela disse que a melhor parte do dia é sentar no tapete, brincar e dar risada com a filha. “Tô me divertindo e nem vejo a hora passar”. 

Você brinca de alguma coisa? “Comemos e fazemos amor porque são prazerosos, mas esse prazer está a serviço de necessidades maiores (…).O trabalho também pode ser fonte de prazer, mas em geral, ele está ligado a um resultado: dinheiro (…) ou satisfação de ter ajudado alguém ou produzido algo. Contudo, a única métrica de sucesso da brincadeira é quanta alegria ela produz. Como resultado, a diversão com frequência foi dispensada como algo fútil e desnecessário”, escreve Ingrid Fetell Lee no ótimo livro As formas da alegria: O surpreendente poder dos objetos”. “Quando brincamos, nossa noção de tempo diminui e a diversão pode nos colocar num fluxo poderoso, que nos faz esquecer preocupações mundanas e sermos absorvidos pela alegria do momento.”

Brincar não é algo exclusivo de gente. É uma atividade comum entre animais selvagens e adultos e, segundo sugerem estudos, também ajuda a estimular a criatividade. Em Essencialismo, o autor Greg McKeow apresenta uma série de estudos sobre como brincar estimula a criatividade (inclusive de executivos). “Nervosos e sobrecarregados, não conseguimos pensar com clareza e brincar reverte o estado de tensão.”

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