Os essenciais: Ucha Meirelles e o vermelho
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Os essenciais: Ucha Meirelles e o vermelho

por Vânia Goy

Ucha Meirelles, consultora de estilo pessoal, têm várias marcas-registradas, seus chamados “uniformes”: listras, laços, o cabelo cacheado e muito vermelho. À primeira vista dá pra imaginar que ela sempre foi fã da cor e do batom vermelho, mas achei curioso descobrir que ela só incorporou a tonalidade na sua vida há cerca de cinco anos.

“O vermelho é mesmo um acaso. Nunca usava porque achava demais, achava que ele chegava antes de mim. Mas comecei a experimentar fazendo novas escolhas de beleza: eu, que só usava esmalte clarinho, fiquei viciada em escolher vermelho pras unhas. Depois comecei a achar que eu andava muito de cara lavada. Sou super alérgica, especialmente nos olhos, e resolvi experimentar cor pros lábios. Um dia passei um dos batons vermelhos da minha mãe, que usa a cor desde sempre. Me olhei no espelho e achei muita coisa pra mim, pra minha boca grande, mas pensei ‘porque não usar uma coisa tida como errada e fazer disso uma assinatura?‘. Hoje uso muito, me sinto mais arrumada de um jeito muito prático: passo só batom e máscara.”

A mudança no guarda-roupa aconteceu num pulo. Para Ucha, o vermelho têm, inclusive, efeito terapêutico com dias de cansaço e desânimo, quando ela precisa de mais energia. “Em dias assim estou sempre bem colorida. É um jeito de me comunicar sem que eu precise, necessariamente, falar muito animada ou me sentir naturalmente expansiva.”

Vermelho cai bem em todo mundo, o segredo é encontrar a sua gama de tons. “Os meus são os alaranjados e bem abertos. São eles que uso perto do pescoço, em tops e camisas, colares e brincos, batons e acessórios de cabelo”, diz. “Os mais fechados acabam deixando a minha expressão mais flácida, caída, por isso reservo sempre para as partes de baixo.”

Acho bom quando ela fala que se conhecer e aceitar, resolver o ritmo que as coisas funcionam na vida, levam a mudanças como essa. “Eu sou mais extrovertida e seguro o vermelho. Ficando  mais velha fui entendendo meu corpo, meu rosto, tornando o que as pessoas chamam de defeitos, como o nariz e a boca grandes, em estilo e personalidade marcantes.”

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